O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Segundo dados da Walk Free Fundation, há cerca de 369 mil de pessoas em trabalho escravo no Brasil. Isso mostra que mesmo com a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, essa infâmia ainda é presente na sociedade brasileira e suas características foram modernizadas com o passar dos anos. Desta forma, medidas se tornam necessárias para que haja a reversão dessa realidade.

Primeiramente, é importante ressaltar a base que caracteriza o trabalho escravo, sendo: submeter o indivíduo a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, maus-tratos, lugares inadequados e a retenção de salários. Ademais, o cidadão que aceita esta forma degradante de ofício, comumente se encontra em situação de pobreza, não vendo outra forma de obter renda ou puramente desconheça seus direitos, podendo-se concluir que razões como o pauperismo e a necessidade social torna as pessoas alvos desses trabalhos desgastantes e criminosos.

Em segunda análise, observa-se que a falta de vigilância também contribui para a permanência da escravidão no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho, em 2017 foram realizadas 88 operações de fiscalização para aniquilação do trabalho escravo, enquanto em 2016 foram 115. Esses dados mostram a negligência do Estado, que facilita a prolongação da liberdade dos escravistas.

Desta forma, nota-se que a diferença de classes hoje, é um dos principais motivos para a persistência do desenvolvimento escravista no Brasil. Assim, é imprescindível que medidas político-sociais devem ser aplicadas para o fim deste desacato. Cabe primeiramente ao Governo Federal aumentar os investimentos nas fiscalizações em todo o país, principalmente em área de baixa renda onde a concentração é maior. Também é indispensável que o Ministério da Educação forneça campanhas alertando a população sobre trabalhos análogos à escravidão, de forma que tenham mais conhecimento acerca do assunto e o evite.