O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A série de pinturas “O Grito”, de Edward Munch, retrata a figura da obra em um momento de grande espanto. Essa manifestação artística pode ser entendida como uma descrição metafórica contrária da sociedade brasileira atual diante de situações de escravidão. Nessa lógica, há a falta de inquietações quando se trata de trabalho escravo no país. Isso ocorre devido ao histórico escravista que perdurou por um longo tempo no Brasil.

Preliminarmente, é valido destacar que a falta do combate a servidão causa a normalidade para as pessoas. Isso é fruto da falta de interesse da população em gerar uma mudança na comunidade. O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman diz que não são as crises que mudam o mundo, mas a relação das pessoas com elas. Desse modo, é perceptível que mesmo na situação atual não há grande perspectiva de mudança.

Ademais, é importante salientar que a supremacia de um pensamento gera intolerância. Além disso, o senso comum da sociedade brasileira constantemente afirma que não existe trabalho escravo mais, pois a desigualdade entre classes é tratada como algo do cotidiano. Um exemplo disso são as inúmeras grifes que utilizam desse tipo de esforço para produzir seus produtos com mão de obra barata.

É evidente, assim, que a mídia deve ser utilizada para promover uma transformação no modo de pensar da sociedade por meio de campanhas de conscientização nas redes sociais, com o intuito de diminuir a escraização na nação. Ademais, é indispensável que a escola participe dessa modificação por intermédio da educação, visando a redução do problema no futuro. Dessa forma, assim como na obra de Munch, haverá perplexidade diante de situações de cativeiro.