O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Miséria
A escravidão remete a Antiguidade, período em que os indivíduos começaram a formar grupos com cada vez mais estratificações sociais, e então, as associações compostas pelas pessoas mais fortes começaram a subjugar as mais frágeis. Todavia, na contemporaneidade, a escravidão não está mais ligada a conflitos militares, mas sim a miséria, a qual relacionada a promessas de vida, levam alguns trabalhadores a essa situação.
Segundo os dados do Índice de Escravidão Global, elaborado por Organizações Não Governamentais ligadas à Organização Internacional do Trabalho, estima-se que cerca de 200 mil trabalhadores estão vivendo sob regime de escravidão no país. Sendo que, geralmente, isso ocorre em espaços rurais afastados, onde os indivíduos são forçados a trabalhar sob a acusação da existência de uma dívida com o proprietário do local.
Outro problema da escravidão no país é o baixo nível de escolaridade, o qual impede que pessoas nessa situação adquiram trabalhos de qualidade. De acordo com o IBGE, em 2019 a taxa de desemprego nacional foi de 11,9%. Com isso, mais pessoas estão suscetíveis a aceitar falsas propostas de trabalho com o objetivo de garantir o sustento familiar.
Faz-se premente, portanto, medidas para que ocorra a redução do nível de escravidão no país. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Por isso, o Ministério da Cidadania deve associar-se ao Ministério da Educação para a criação de campanhas publicitárias educativas, que incentivem a execução de denúncias contra o trabalho escravo. Ademais o Ministério do Trabalho e Emprego deve, por meio de parcerias com Universidades, fornecer cursos técnicos com o intuito de oferecer uma maior oportunidade de emprego em melhores instituições. Desse modo, ocorrerá a diminuição do Índice de Escravidão do país.