O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, “todos são iguais perante à Lei, sem distinção de qualquer natureza”. Todavia, apesar dessa atribuição da Lei maior, o plano teórico não se aplica com a realidade das terras verde-amarelas, em virtude da persistência racista ideológica e a inobservância do Estado diante do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Por conseguinte, estratégias devem ser efetuadas, a fim de mitigar essa infeliz problemática enraizada no país.

É fulcral postular, de início, que um país em que sua história foi marcada por 300 anos de escravidão, deveria ter, no mínimo, a decência de um olhar de maior compaixão pro coletivo. No entanto a persistência ideológica racista vela o infortúnio referido, “Os preconceitos têm mais raízes mais profundas que os princípios” essa frase dita pelo Filosofo Nicolau Maquiavel na era absolutista, perdura por séculos depois, visto que ainda tem representação atemporal na sociedade hodierna. Dessa forma - ao explorar a condição análoga a escravidão - percebe-se a incidência do pensamento dito pelo escritor, o que deve ser repensado e postergado do corpo coletivo canarinho.

Vale pontuar, também, que a postura apática das autoridades políticas permite a constância dessas adversidades. Consoante o filosofo Thomas Hobbes, os representantes políticos mantêm-se no poder por meio de um contrato social, no qual lhes é atribuído para manter o bem estar da população, entretanto não ocorre no Brasil. Sob esse viés, a omissão desses quadros resulta em um exposto dos cidadãos brasileiros a esse tipo de empecilho. A exemplo disso, a ação feita pelo Governo Federal, resgatou 19 trabalhadores laborando em situação degradante em colheita de café numa propriedade rural no município de Córrego Dantas, em Minas Gerais. Desse modo é preciso atuação do poder público para alterar essa realidade que ameaça o direito da Constituição supracitado.

Infere-se, portanto, a necessidade de diligências com finalidade de depreciar atitudes que permitam a permanência do trabalho escravo no Brasil. Urge o Governo Federal, por meio de verbas da união, investir em tecnologias que viabilizem vídeo monitoramento para atividades laborais, ou seja, intensificar a fiscalização principalmente no campo agrícola - em que acontece com mais frequência - para não dá margem a cenários inadmissíveis. Além disso, os veículos informacionais têm um papel fundamental, por meio de mídias sociais, incentivar as pessoas a denunciarem esses acontecidos, com o objetivo de reavaliação do corpo social e resolução deste imbróglio.