O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O sistema escravista teve início durante a Idade Antiga: na Grécia, prisioneiros de guerra e estrangeiros eram forçados a trabalhar de maneira não remunerada para que, desta forma, os cidadãos pudessem exercem democracia na pólis. Tal sistema também fora aplicado em muitos outros países a partir das Grandes Navegações, inclusive no Brasil, último país do mundo a abolir a escravidão. Hodiernamente, muitas pessoas encontram-se em situações análogas àquelas em que eram submetidos os negros até o ano de 1888.

Tais pessoas eram obrigadas a prestar serviços com baixíssima remuneração ou a permanecer em local de trabalho, tendo sua liberdade cerceada. Um exemplo de escravidão nos tempos modernos são os trabalhadores em colheitas de cacau na Costa do Marfim, em que grandes empresas produtoras de chocolate pagam valores irrisórios aos coletores.

Apesar de ocorrerem de maneira isolada, qualquer serviço semelhante ao escravista deve ser tratado com muita seriedade, uma vez que tal crime é extremamente retrógrado e vai contra todos os direitos trabalhistas adquiridos pelos trabalhadores brasileiros desde a Constituição de 1934.

A partir desta, promulgada por Getúlio Vargas, os operários brasileiros tiveram voz e muitos direitos foram cedidos a eles, como férias remuneradas e o salário mínimo, este que os detentores dos meios de produção escravocratas não cumprem, agindo clandestinamente e contra a lei vigente no país.

Portanto, apesar de possuirmos legislações que protejam os operários da exploração excessiva, é necessário, acima de tudo, uma maior fiscalização por parte da polícia civil, principalmente nas áreas rurais e afastadas dos grandes centros, locais onde esse tipo de crime geralmente ocorre. Outro ponto importante a ser salientado é a necessidade de ajuda da população em reportar esses casos para as delegacias mais próximas, a fim de que seja possível investigar benfeitorias suspeitas e evitar próximos casos de trabalho escravo no Brasil.