O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Escravidão é a relação na qual um indivíduo adquire direito de propriedade sobre outro através da força física e/ou domínio psicológico. Tal comportamento foi abolido no Brasil em 1888 mas ainda assombra a sociedade atual. O histórico de preconceito, de desigualdade e de trabalho forçado no país faz com que situações análogas à escravidão ainda ocorram mesmo depois de 132 anos da abolição.

Essa relação de subordinação aparece nos dias de hoje, principalmente em áreas rurais, onde a fiscalização é menor. Os indivíduos se submetem a essa condição ou por não terem outra escolha ou ainda por não terem ciência de seus direitos e de que existem instituições, como os sindicatos, que os protegem e garante a eles condições mínimas de trabalho.

Além disso, existe um preconceito enraizado na sociedade. Os mais ricos tratam os mais pobres com inferioridade, como se não fossem todos humanos. Agir de forma superior, submeter o outro a situações extremas e abusivas apenas por uma questão censitária, étnica, racial e religiosa era comum no século 19 e ao aparecer 100 anos depois revela o atraso da sociedade.

Em função do exposto, cabe aos sindicatos uma fiscalização mais rigorosa e  a realização de campanhas de conscientização social para que não sejam mais encontradas situações análogas a escravidão e para que os trabalhadores tenham conhecimento de seus direitos. Cabe ainda a própria população tomar convicção de que dinheiro, cor, etnia e/ou religião não é motivo de superioridade e que, antes de tudo isso, todos são iguais, todos são humanos. Assim, com tal conjunto de medidas, o atraso que é o trabalho escravo contemporâneo finalmente acabará.