O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Durante o período colonial brasileiro, a mão de obra escrava foi super utilizada para o desenvolvimento econômico, principalmente na atividade açucareira. Entretanto, mesmo após leis abolicionistas, o ideal retrógrado da escravidão ainda permanece no Brasil contemporâneo. Logo, é clara a urgência em combater a problemática citada, cuja base é o egoísmo humano, com o fito de garantir os direitos dos indivíduos e um trabalho digno.
Nesse aspecto, vale salientar como a exploração do trabalho assalariado é derivada de uma sociedade antiética e pobre de valores. Sob tal viés, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman defendia que, na modernidade, as pessoas tendem a tomar atitudes visando o beneficiamento próprio. O pensamento em questão reflete o motivo pelo qual o o regime de escravidão persiste na realidade brasileira, pois indivíduos preocupados apenas com a obtenção de lucro, a fim de terem gastos menores com os trabalhadores, ignoram a ilegalidade da forma de serviço citada. Assim, leis não são suficientes para coibir a atividade criminosa discutida, sendo também necessários mecanismos de fiscalização e punição para aqueles insistentes em utilizar o sistema de servidão sem remuneração.
Além do que já foi exposto, cabe enfatizar como as pessoas em situação análoga à escravidão sofrem com o descumprimento de seus direitos básicos. Nessa perspectiva, a canção “Fábrica”, da banda brasileira Legião Urbana, retrata, no trecho “Quero trabalhar em paz/ Não é muito o que lhe peço/ Eu quero o trabalho honesto/ Em vez de escravidão”, os apelos de um proletário por condições dignas de ocupação. Assim como retratado na música, os indivíduos escravizados na contemporaneidade, ao buscarem uma maneira justa de sustento, ficam expostos a uma realidade desumana e sem a garantia de premissas basilares para uma vida plena. Em suma, a menos que o exploração irregular da mão de obra seja erradicada no Brasil, ainda existirão trabalhadores ameaçados e negligenciados.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para evitar a persistência da problemática em questão no Brasil. Para tanto, a Secretaria Nacional do Trabalho deve lançar o Plano Nacional Contra o Trabalho Escravo. A campanha apresentada funcionaria por meio de visitas a empresas e análise das condições as quais os empregados estão expostos, elas ocorreriam sem aviso prévio e, caso sejam detectadas irregularidades, uma multa seria aplicada ao empregador. Tal proposta teria o intuito de garantir a dignidade dos servidores e combater a escravidão, fornecendo apoio aos trabalhadores submetidos a ela. Dessa forma, finalmente, os proletários brasileiros terão seus direitos assegurados pelas leis e não serão explorados.