O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A escravidão esteve presente no Brasil desde sua formação, sendo a mão de obra utilizada no período colonial. Embora a escravatura tenha sido abolida em 1888, e os direitos trabalhistas consolidados em 1943 com a CLT de Getúlio Vargas, trabalhos de cunho exploratório ainda são uma realidade brasileira em razão da grande desigualdade social do país e a ineficiência de fiscalização por parte do Estado. Os direitos trabalhistas são uma grande conquista para o bem estar e a dignidade dos trabalhadores, portanto é inaceitável que a exploração e abuso desses seja tratada com descaso.

Em um país marcado por desigualdades, de um lado observa-se um trabalhador pobre desesperado para prover sustento à sua família e que desconhece seus direitos, e do outro empresários que, em virtude do capitalismo, perdem sua empatia ao colocar os lucros acima da dignidade de seus empregados. A desigualdade social faz com que a população mais pobre se sujeite à cargos mal remunerados e jornadas excessivas, sendo privados até mesmo de sair do seu local de trabalho. A situação pode piorar ainda mais quando a família do trabalhador tem seus direitos negados, crianças e adolescentes são privados de estudar, desse modo, perpetuando a pobreza e impedindo uma possível ascensão social.

Além da evidente desigualdade, o combate da escravidão contemporânea também é dificultado pela carência ou até mesmo irregularidades na fiscalização. Devido a falta de informação da população poucas denúncias são realizadas, o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores acaba por normalizar condições precárias de trabalho. Outrossim, há corrupção dos fiscais por empresários, que acreditam ser mais vantajoso pagar propina do que garantir os direitos de seus empregados.

Fica claro, portanto, que a abolição da escravidão contemporânea é de extrema urgência. Para que os trabalhadores tenham seus direitos garantidos, o Ministério do Trabalho deve intervir tornando suas fiscalizações mais frequentes e honestas, e além disso investir em propagandas que conscientizem a classe trabalhadora de seus direitos. Somente assim, a exploração da mão de obra será extinguida.