O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
O empirismo britânico trouxe à tona autores como David Hume que se destacou por realizar diversos questionamentos a respeito de aspectos vigentes na ciência e sociedade. Segundo David Hume, “Nenhum homem, nunca jogou sua vida fora enquanto ainda valia a pena viver.”. Nesse sentido o trabalho escravo no Brasil contemporâneo é nocivo para bem estar dos indivíduos, pois a falta de alternativas de renda para pessoa, incentiva o trabalho análogo a escravidão, além disso, a vulnerabilidade social dos trabalhadores em razão da pobreza e da baixa escolaridade notoriamente é mais um indicativo de que a qualidade de vida está sendo ameaçada. Diante da situação apresentada, é indispensável reverter tal cenário com o objetivo de permitir que a vida seja valorizada.
Em primeira instância, o trabalho que envolve restrições a liberdade do trabalhador ou condições degradantes de trabalho, são ilegais. Nesse ínterim, fundamenta-se a percepção de outro empirista britânico, Edmund Burke, “Ler sem refletir, é como comer sem fazer digestão”, tal frase evidencia a necessidade de que para buscar uma resolução da problemática, é extremamente fundamental compreender como a situação se estrutura. Com esse conhecimento, é explícito que na maioria das vezes a falta de alternativa de renda, faz com que a pessoa se submeta a essas condições e muita das vezes, trabalha por, um salário muito abaixo do mínimo, refeição, um lugar para dormir e entres outros motivos. Entretanto, o trabalho análogo a escravidão é crime previsto no código penal, uma vez que essa é uma prática perversa que deve ser repudiada pela sociedade e combatida pelo estado.
Em segunda instância, percebe-se como a miséria é um fator crucial e envolvido com a vulnerabilidade social dos trabalhadores. Com essa conjuntura, relaciona-se outro pensamento de David Hume, “A experiência é um princípio que me instrui sobre as conjunções dos objetos do passado.”, tal aforismo explicita que a situação atual possui um caráter nocivo, pois é fato de que as experiências desse cenário são dadas como negativas para o âmbito social. Aplicando essa lógica na problemática, nota-se como a educação precária associado a péssima condição de vida prejudica certos grupos sociais que acabam sofrendo a exclusão social, contribuindo para o aliciamento das pessoas desses grupos sociais para trabalha em condições análogas a escravidão.
Com esse panorama, fica explícito a necessidade de propor estratégias para intervir na problemática. Sendo assim, cabe ao Governo Federal realizar investimentos financeiros na educação por meio de verba pública visando tirar pessoas da condição de vulnerabilidade social. Ademais, os Governos Estaduais devem reforçar as fiscalizações por intermédio do órgão competente com a finalidade de anular o trabalho escravo. Assim, permitindo que a vida seja valorizada e a problemática revertida.