O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Na Revolução Industrial, a exploração do proletáriado era muito comum, devido ao fato de grande parte da população viver na linha da pobreza. portanto, apesar das inumeras conquistas no setor trabalhista, essa conjuntura ainda se faz muito presente na sociedade brasileira, haja vista que ainda existem milhões de pessoas que vivem na miséria pela falta de uma distribuição de renda melhor e de mais oportunidades oferecidas pelo estado, que as fazem trabalhar em situações análogas á escravidão. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o descaso do governo e a parcela de culpa da sociedade.

Primordialmente, é indubitável que a questão legislativa e sua aplicação estejam estre os fatores que corroboram com essa problemática. De acordo com Código Penal Brasileiro, é previsto uma punição para quem financia qualquer tipo de trabalho semelhante á escravidão. Analogamente, no Brasil, ainda que existem leis e a garantia da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos Humanos, se pode observar que o trabalho escravo e o tanto de pessoas em condições miseráveis são recorrentes, visto que segundo pesquisas da Organização Mundial do Trabalho (OIT), cerca de 200 mil trabalhadores brasileiros vivem em regime de escravidão, atenuando a persistência da problemática mesmo após anos da sua abolição.

Além disso, é cabível salientar que, a escravidão moderna também é fruto de uma hierarquia social no ambiente de trabalho, pois a sociedade ainda tem raízes profundas no seu preconceito, patriarcado e xenofobia. Portanto, no Brasil, ainda ocupam os melhores cargos principalmente homens brancos, fazendo com que as minorias sociais como, mulheres, homens negros, participantes da comunidade LGBTQI+ e deficientes ocupem os cargos com menores salários e com condições degradantes no ambiente destinado ao trabalho, fazendo com que esse fato cause extrema decepção e injustiça. Desse modo medidas fazem-se necessárias para solucionar a problemática.

Em suma, fica evidente que o trabalho escravo no Brasil  é um problema muito presente. Assim, diante dos argumentos supraditos, é dever do Estado proteger essas vítimas, promovendo por meio da Polícia Federal e da Polícia Civil apuração de denúncias e a fiscalização dos ambientes trabalhistas, tanto no setor público como no privado, além de impor leis mais rígidas e punições mais severas para aqueles que não as cumprem. Soma-se a isso investimentos no mercado de trabalho e na economia, possibilitando a criação de mais vagas de trabalhos para quem está em situação de miséria. Afim de que, essa problemática de cunho social, seja cada vez menos assíduo  na sociedade brasileira.