O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

No período colonial, o Brasil ficou marcado pelos latifúndios, grandes propriedades agrícolas onde havia plantações de monocultura, voltada para a exportação e com o uso da mão de obra principalmente escrava. Esse modelo traz consequências inclusive para a sociedade atual. A escravidão brasileira tinha como escravos, em sua maioria, africanos que eram obrigados a migrarem para o Brasil, esses eram traficados e transportados pelos navios negreiros, onde deparavam-se com péssimas condições. Ademais a outras consequências, essa cultura de escravidão deixa resquícios até hoje no ramo de trabalhos.

Durante a história brasileira ocorreram vários momentos nos quais o povo teve de revoltar-se exigindo melhores condições, afim de acabar com os resquícios do trabalho análogo à escravidão. Um dos eventos, foi a Revolta da Chibata, movimento dos marinheiros que reivindicavam  melhores condições de trabalho navais, assim como o fim dos castigos físicos que continuavam a assombrar mesmo depois da abolição da escravidão brasileira em 1888.

No entanto, mesmo com legislações e penas mais severas que as do passado, ainda no século XXI, a sociedade depara-se com trabalhadores em condições similares ao do período escravocrata. Esses eventos, segundo o filósofo John Locke, são um ultraje, visto o seu posicionamento a favor da propriedades do corpo e privadas.

Em suma, é necessário grandes mudanças para alcançarmos uma sociedade justa. Sendo assim, cabe ao estado e a instituição família promover a conscientização e incentivar a denúncia, visto que propagandas podem trazer informações sobre o assunto, inclusive disseminado o procedimento a se seguir em situações do tipo. Ademais, é de responsabilidade também dos órgãos públicos da justiça garantir a punição severa para os atos ilegais cometidos. Buscando alcançar assim uma sociedade onde o trabalho garante condições básicas a liberdade, defendidas por Locke , assim como pelas revoltas que ocorreram.