O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O Brasil é um dos países no qual a escravidão foi utilizada como mão de obra durante mais de dois séculos, predominantemente na época do Brasil como colônia de Portugal. Nesse sentido, o trabalho escravo, que faz parte da história brasileira, nunca foi esquecido e deixou muitos legados e, nos dias atuais, se faz presente, mesmo que de maneira ilegal, no país. Dessa forma, torna-se imprescindível a consciência da problemática do uso da escravidão no século XXI, a fim de extinguir essa prática antiga e ultrapassada.

Em primeiro plano, vale ressaltar um dos trabalhos análogos à escravidão no mundo contemporâneo. Muito conhecida pela população, a terceirização das entregas à domicilio, como a rede “Ifood”, à princípio passa uma boa impressão da agilidade para distribuir suprimentos e refeições. No entanto, os trabalhadores dessa empresa alegam, segundo pesquisa da Revista Veja de 2019, situações extremas de labor que enfrentam diariamente por salários não condizentes à força de trabalho exercida por eles.

Outrossim, importa destacar a comparação do desenvolvimento hodierno do Brasil e sua realização de trabalho escravo. Nessa lógica, aponta-se o fato da existência de grandes polos tecnológicos no Brasil e o uso em massa de maquinofatura por todo o território. Ademais, o avanço das ideias humanistas e de defesa da condição da cidadania e dos direitos de bem-estar é significativo. Não obstante, o trabalho escravo é recorrente e silencioso dentro da sociedade, mesmo após a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, em 1888, na Terra Brasilis, proibindo a escravidão.

Portanto, apresenta-se necessária a mudança de visão daqueles que, em pleno século XXI, tão modernizado, ainda escolhem pela utilização dessa mão de obra obsoleta. Assim, cabe às escolas o papel de formar cidadãos cientes dos traumas que a escravidão já causou na sociedade por meio de campanhas e trabalhos escolares para que os próprios estudantes conscientizem-se e evitem a repetição dessas atrocidades. Além disso, a função de proteger os trabalhadores e seus direitos fica à responsabilidade dos Governos Estaduais, que devem fiscalizar empresas e corporações por meio de autoridades governamentais com o intuito de investigar qualquer lei infringida quanto ao quesito do trabalho forçado.