O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Após mais de um século desde que foi assinada a Lei Áurea, consolidando o fim à escravidão no Brasil, a esperança no fim do trabalho escravo é uma realidade ainda distante. Apenas no ano de 2019, mais de mil pessoas estavam em condições análogas à escravidão no Brasil. O que deve ser feito para mudar esta situação?
O Nordeste é uma das regiões onde se concentram a maior parte dos casos de trabalho escravo. A falta de emprego e o ineficiente combate à seca por parte de órgãos públicos são grandes fatores que levam inúmeros aliciadores a criar falsas promessas de remunerações, assim enganando muitas pessoas para uma completa farsa, tendo de enfrentar longas horas de trabalho de modo exaustivo e a própria remuneração do trabalhador serve apenas para sua própria subsistência.
Na maior parte dos casos, as pessoas são enganadas pelos aliciadores por acreditarem que a proposta de trabalho será justa. Porém são levadas a locais distantes onde vão possuir uma dívida com o empregador pela nova moradia, alimentação e instrumento de trabalho que, geralmente, só são oferecidos pelo patrão, e a preços altíssimos. Por mais que esta escravidão moderna não seja marcada por pessoas acorrentadas e nas famosas senzalas, a condição é tão degradante e contínua quanto à mesma que foi abolida há mais de um século.
O ensino muda as pessoas, e o ensino que muda a sociedade. Portanto, é preciso que o governo invista em educação eficaz para todos, principalmente em regiões já conhecidas pela presença do trabalho escravo. E para que as pessoas tenham consciência do quão prejudicial é o trabalho escravo é, se faz necessário que sejam educadas com programas honestamente elaborados, que as façam saber o seus direitos. Para que assim, mesmo que de maneira inicial, já seja um progresso para reverter a moderna escravidão.