O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Segundo o filósofo Jean Paul Sartre, em sua célebre frase “Toda palavra tem consequências, todo silêncio, também”, é possível mencionar que o trabalho análogo à escravidão vivido por uma parcela dos brasileiros nos dias atuais é negligenciado, tanto pela sociedade quanto pelo governo .Paralelamente a vigente realidade, nota-se uma carência de ações capazes de melhorar a vida das pessoas, uma vez que a falta de ofertas de emprego no mercado de trabalho somado a insuficiência das leis trabalhistas, traz consigo uma realidade constituinte de um desafio a ser resolvido, não somente pelos poderes públicos, mas também por toda a sociedade.
É importante destacar que a pouca oferta de trabalho é um dos motivos que deixam os indivíduos presos em trabalhos que os exploram diariamente. Segundo o IBGE (Indicie Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desemprego no Brasil chegou a 11,8%, com isso, essa população sujeita-se a atividades mal remuneradas e com cargas horárias extremas para garantir o seu sustento e de sua família. A partir desse raciocínio infere-se que o desemprego é um caso de urgência que desencadeou vários casos de trabalho escravo.
Cabe mencionar, em segundo plano, a insuficiência das leis trabalhistas. Essa questão ocorre devido a mínima fiscalização dos ambientes de trabalho, em que, mesmo quando se é denunciado o órgão empregador, a corrupção dos fiscais ocorrida por parte dos donos das empresas impossibilita que a lei seja aplicada. Sob a ótica do filósofo grego Sócrates, “O segredo da mudança está em não focar sua energia lutando contra o velho, mas em construir o novo”, é fundamental compreender que embora as leis trabalhistas estejam garantidas na Constituição de 1988, ela não é empregada da forma que foi idealizada. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de melhor qualidade de vida para todos
A partir dessa exposição da realidade apresentada, é correto afirmar que é necessário intervir nessa estrutura com o objetivo de salvar a sociedade mediante a tais situações graves. Portanto o Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com grandes empresas, deve fornecer cursos profissionalizantes em regiões de baixa renda, visando qualificar a mão de obra daquela região para garantir novas oportunidades de emprego. Já o Estado por meio do seu poder legislativo precisa reestruturar suas leis trabalhistas utilizando a fiscalização dos órgãos empregadores para averiguar as necessidades da população para garantir que nenhuma situação seja negligenciada. Dessa maneira as situações de trabalho análogo ao escravo irão minimizar-se no Brasil.