O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Promulgada pela ONU em  1948,a Declaração Universal dos Direitos Humanos promove que todos as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos ,entretanto, observa-se que no país ainda existe inúmeros casos de trabalho de escravo. Entre os motivos que leva a isso está a questao histórica e insuficiência de fiscalizações dos direitos trabalhistas. Devido a isso , é preciso que medidas sejam tomadas a fim de reverter essa situação que ocorre em pleno Brasil contemporâneo.

Em primeiro plano, é importante destacar que ainda existe um grande resquício histórico, visto que o Brasil passou muito tempo sendo um pais escravista. No período da colonização, os portugueses utilizavam indígenas como escravos, e logo em seguidas os substituíram por negros, e assim prossegui por 300 anos. A sociedade passou muito tempo acreditando que a exploração era certa, que as classes sociais inferiores tinham que se submeter a certos trabalhos por não terem condições de exerceram outros papeis sociais que não sejam de força fisica, e essa realidade se concretiza quando, por exemplo, os maiores números de trabalhadores escravizados são pessoas imigrante e com baixo nivel de escolaridade. Portanto, algo deve ser feito para acabar com esse desrespeito humano.

Ademais, mesmo em um século da tecnologia, a ineficiência do Governo em fiscalizar de  maneira efetiva locais em situação de infração do direitos trabalhista ainda é um problema. Segundo Paulo Freire, ‘‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda’’. Ou seja, é necessário que o Estado interfira de maneira direta em ações de fiscalização mais eficazes para o combate desse crime, com o auxílio da tecnologia, além de principalmente promover o debate desse assunto para a conscientização da coletividade e incentivar a educação nas escolas, que infelizmente ainda é uma realidade que deve ser interferida.

Portanto, é indubitável que ações devem ser tomadas para mudar esse cenário. O Estado -órgão máximo da federação- deve por meio do ministério do trabalho estimular a criação de vagas de emprego para imigrantes, adolescentes e pessoas com baixa escolaridade, além de contatar maior fiscalização em todas as regiões do país com o intuito de punir as instituições que não respeitam as normas dos diretos trabalhistas e promover campanhas de conscientização nas escolas, principalmente através das mídias. Para assim, mostrar que a escravização é um ato inaceitável e legitimar a liberdade de todo indivíduo.