O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
O livro “Memórias Póstuma de Brás Cubas” apresenta um capítulo sobre a vida de uma escrava no século XIX, revelando sua vida complicada e os sofrimentos do seu labor. Dessa forma, nota-se a semelhança de situações do passado com a presença do trabalho forçado no mundo contemporâneo. Com isso, julga-se a ascensão do capitalismo e a recorrência de ameaças ao trabalhador como influenciadores da existência dessa barreira social. Portanto, é necessário realizar medidas para atenuar o imbróglio e gerar o bem-estar da nação.
A princípio, a sociedade moderna possui a intenção de fortalecer o lucro por meio do capitalismo, podendo utilizar caminhos maléficos para obter finanças, incluindo, infelizmente, a prática do trabalho sem remuneração. Nesse sentido, utiliza-se a obra “Dialética da Natureza”, escrita pelo marxista Friedrich Engels, a qual endossa o paralelo entre trabalhador e material, ou seja, a afirmação do indivíduo como um objeto de exploração. Por conseguinte, evidencia-se a crueldade no processo de abuso e materialização do homem, colaborando com horas excessivas de trabalho e mínima ou nenhuma remuneração por isso. Destarte, é de suma necessidade a investigação por âmbitos que ferem a Lei Maior, objetivando a manutenção dos direitos humanos.
Ademais, a coerção psicológica com ameaças e chantagens são atitudes constantes nos locais de exploração, demonstrando, assim, a manipulação da mente por parte dos chefes da empresa. Sob esse viés, relembra-se o caso de trabalho escravo com pressões psicológicas nas indústrias têxteis do Nordeste do Brasil no ano de 2012, os quais mostram que a Lei Áurea não foi seguida em sua totalidade, já que até mesmo no século XXI encontram-se situações análogas ao escravismo. Desse modo, o medo sentido pelos funcionários e a ditadura imposta pelos chefes dificultam o fim desse maligno proveito, logo, a tentativa de fortalecer as equipes de suporte ao cidadão garantirá, certamente, a diminuição de ambientes escravistas.
Em suma, faz-se fulcral a tomada de ações acerca da problemática abordada. Posto isso, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em conjunto com o Ministério da Cidadania realizarem planos interventores para coibir a propagação da temática. Nessa lógica, deve-se realizar visitas semanais em áreas suspeitas por meio de agentes da Polícia Federal, com o intuito de flagrar ou perceber qualquer atitude suspeita e, consequentemente, fragilizar o trabalho escravo no Brasil com o efeito de prisões e multas judiciais. Em síntese, a realização do projeto promoverá um país harmônico e distante de casos de sofrimento como o do livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.