O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Na Grécia Antiga, o poder era concentrado nas mãos de quem possuía terras, desse modo, aqueles que possuíam menos posses - ou nenhuma - eram mais suscetíveis ao endividamento e, consequentemente, à escravidão. Atualmente, vê-se situação parecida no Brasil, na qual a concentração de latifúndios é nas mãos de poucos indivíduos, causando uma desigualdade para o brasileiro contemporâneo. Tal desigualdade pode ocasionar em cidadãos com baixa renda e menos oportunidades de conseguir um emprego de qualidade, os tornando vulneráveis a uma espécie de trabalho escravo hodierno.
Inicialmente, o Brasil persiste em possuir um desequilíbrio na divisão de terras. Desse modo, a concentração de poder estará na mão de grandes proprietários, impactando não só a economia do país, como também o modo de vida de indivíduos que poderiam ter posse dessas terras. De acordo com a Oxfam Brasil, que publicou pelo G1 em 2016 uma pesquisa, a principal causa da desigualdade social brasileira é a má distribuição de terras.
Ademais, é notável que tal desigualdade social tem como consequência diversos cidadãos sem condições de viver com mais qualidade, sendo submetidos a trabalhos definidos como escravidão, principalmente com moradores de interiores de estados. Como é visível em Minas Gerais, onde foram resgatados 19 trabalhadores que estavam em situações precárias de trabalho em uma fazenda de plantio de café, sendo sua única forma de sustentação.
Tendo em vista tais fatos, nota-se viável ações governamentais para melhor distribuição de terras entre os proprietários brasileiros, acarretando assim mais igualdade e melhora na economia do país. Além de que, o Ministério da Educação deve investir em interiores - inclusive comunidades ribeirinhas e indígenas - para a construção de escolas e melhoria na qualidade educacional, proporcionando mais oportunidades para que haja um declínio na desigualdade social tão frequente no Brasil.