O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
No Período da Colonização, os portugueses escravizavam não apenas o povo nativo, como também os negros africanos importados como mercadorias, a fim de suprir a falta dos habitantes na colônia explorando a sua mão de obra. Partindo desse contexto histórico, nota-se, no atual cenário brasileiro, que o trabalho escravo, por mais que ameno e ilegal, até agora persiste. Isso posto, tal fato se interpõe como pauta que merece ampla discussão por duas principais razões: o preconceito e o descontrolado anseio humano pela superioridade em relação ao poder.
É válido salientar que o preconceito é o principal acarretador de diversas explorações. Conforme o compositor Caetano Veloso: “É que Narciso acha feio aquilo que não é espelho”. Em virtude da Lei Áurea, foi abolido qualquer tipo de escravidão, porém como há um padrão social enraizado, o coletivo que não se enquadra a este é vítima de intolerância e abusos, podendo estes serem psicológicos e/ou físicos, como, por exemplo, o trabalho escravo. Dessa forma, verifica-se que a discriminação ratifica não apenas a prepotência humana como também a submissão de pessoas oprimidas.
Em segunda análise, cabe mencionar o incontrolável anseio pelo poder. Consoante o sociólogo Max Weber, o poder do Estado consistia no monopólio do uso legítimo da força física. Devido à elevada prepotência humana, oprimir grupos julgados como inferiores infla diretamente o superego, ocasionando uma imensa sensação de poder, logo a utilização da força como meio para obtenção de domínio mantém em ativa o trabalho escravo. Desse modo, cabem-se medidas de cunho instrucional para mitigar tais malefícios.
Infere-se, portanto, que o trabalho escravo é um empecilho que deve ser combatido. Sendo assim, o Governo Federal - órgão máximo de Poder Público - deve atuar a favor do completo abolicionismo, através da fiscalização e embasamento das leis já existentes, a fim de que os violadores dessas normas sejam punidos; além de proporcionar campanhas, proporcionando, assim, uma conscientizacao coletiva acerca do trabalho escravo.