O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A escravidão no Brasil começou no período colonial, no início do século XVI. Ela durou no Brasil por 353 anos, sendo abolida em 1888 pela lei áurea, assinada pela princesa Isabel. Mesmo sendo visto como um passo para um futuro mais tolerante, a abolição da escravatura resultou em uma população entregue a própria sorte, que teve que “se virar” com o que tinham disponíveis. Resquícios desse pensamento ainda ressoam nas cabeças de muitos na sociedade brasileira, que sobrevivem “se virando”. Isto é devido a divulgação desses pensamentos retrógrados e sobre a falta de informação referente aos seus próprios direitos.

A princípio, é comum ouvir o ditado “o trabalho dignifica o homem”, principalmente quando está associado a trabalhos braçais, que segundo o OIT(Organização Nacional do Trabalho), é onde 75% dos trabalhadores forçados se encontram. Esta fala exemplifica as ideias datadas que ressurgem do passado, sendo implícito uma submissão ao trabalho, a fim de ter uma dignidade, de qualquer jeito possível

Ademais, segundo dados  da OIT, quase a metade dos trabalhadores forçados são analfabetos, e somente 5% desses conseguiram completar o ensino médio. Isto é, devido a falta de acesso a educação no país, especialmente fora de centros urbanos, o que resulta numa parcela desamparada e sem conhecimento sobre seus próprios direitos, que recorrem a medidas drásticas e acabam sendo explorados ao seu limite.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de incentivo a educação é nociva para o povo. Assim, o Estado deve conscientizar por meio de palestras e oficinas de conhecimento, assim como investir na educação estadual, a fim de criar uma população bem informada sobre seus direitos como trabalhadores.