O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A Lei Áurea foi assinada em 1888, extinguindo a escravidão no Brasil. Todavia, ainda nos dias atuais é possível encontrar trabalhadores em condição análoga à de escravo. Tal fato ocorre, principalmente, em áreas rurais, isoladas dos centros urbanos. Isso se deve porque o Governo não fiscaliza a rigor o cumprimento das leis trabalhistas e não informa grande parcela da população sobre as mesmas.

Mormente, deve-se ressaltar a contribuição da falta de fiscalização a rigor dos direitos trabalhistas por parte de órgãos governamentais para tal fato acontecer. Com pouca fiscalização, muitas pessoas se aproveitam disso e acabam abusando dos seus trabalhadores, oferecendo péssimas condições de trabalhos fisicamente, psicologicamente e financeiramente. Consoante à charge de Gilmar, “Trabalho Escravo Fashon”, muitas empresas ligadas à moda se aproveitam dessa falta de fiscalização para escravizar seus funcionários, fazendo-os trabalhar além do permitido e lucrar com isso.

Em segundo lugar, vale destacar que muitos cidadãos não conhecem seus diretos trabalhistas em virtude da falta educação ofertada pelo Estado. É verídico o fato que em regiões mais pobres do país, como o Norte e o Nordeste, o índice de analfabetismo é maior que em outras regiões mais desenvolvidas, com a presença maior do Governo.

Portanto, a falta de fiscalização dos direitos trabalhistas e a falta de informação sobre o mesmo por parte do Estado contribui para a escravidão contemporânea. Para essa realidade mudar, o Governo deve fiscalizar com maior intensidade o cumprimento dos direitos trabalhistas por meio de vistorias. Ele também precisa oferecer educação de qualidade para todos, por meio de escolas e incentivo à formação acadêmica. Assim, o número de trabalhadores em condições análogas à escravidão diminuirá.