O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Desde a época colonial, mesmo após a implementação da lei Áurea em 1888, o trabalho escravo ainda é uma realidade no Brasil do século XXI. Neste cenário, o desemprego e a escravidão estão lado a lado, fazendo com que as pessoas sem opção de emprego, trabalhem em condições sub-humanas. Outrossim, jornadas exaustivas, trabalho forçado e colocar em risco a integridade física do trabalhador também é considerada como escravidão.

A condição análoga à de escravo possui forte relação com a informalidade e com o desemprego. Segundo o site Agência Brasil, 45% dos indivíduos maiores de 18 anos, resgatados de trabalho escravo nunca possuíram um emprego formal e apenas 52% já apresentaram uma ou nenhuma admissão no mercado de trabalho formal. Contudo, pôde-se notar que a escravidão contemporânea está extremamente ligada ao desemprego, já que sem opção de trabalho, essas pessoa enxergão esse emprego, apesar de apresentar condições desumano, como uma oportunidade.

Além disso, O trabalho escravo é uma grave violação de direitos humanos que restringe a liberdade do indivíduo e atenta contra a sua dignidade. Como por exemplo trabalho forçado, jornada exaustiva, alimentação ruim, e entre outros aspectos q coloque a vida do trabalhador em risco. No Brasil, o trabalho escravo tem muita força nas zonas rurais e são predominantemente homens, como diz o site Escravo Nem Pensar “No Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. As atividades para as quais esse tipo de mão de obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens”.

Portanto, vem a ser necessário que o governo federal mova seus recursos para combater este crime, como por exemplo incentivar as denúncias através de campanhas de conscientização, auxiliar financeiramente e com aparelhos tecnológicos as ONGs a combater essa escravidão contemporânea, entre outros. Também é preciso que o Estado amplifique a fiscalização das áreas, conhecidas por meio de denúncia, que utilizam o trabalho escravo em suas atividades, implementar programas que resultem na melhoria da condição de vida das pessoas oriundas daquelas áreas e que coloquem essas pessoas no mercado de trabalho para que tenham um emprego digno, com todos seus direitos garantidos. Assim, segundo Henrique Rodrigues de Oliveira “A escravidão contemporânea não escolhe cor e nem usa chibatas. As feridas que outrora marcavam as costas hoje ferem internamente o ser humano com o açoite da dificuldade e do descaso”.