O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
O filme “Quanto vale ou é por quilo?” narra uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. Embora a obra seja fictícia, mostra-se relevante pensar no trabalho escravo no Brasil contemporâneo uma vez que há desigualdade social e a escassez de fiscalização.
Em primeiro plano, é evidente destacar a desigualdade social. Isso porque, decorre o ciclo do trabalho escravo, que inclui a miséria em que muitas pessoas se encontram. Segundo dados do IBGE, revela que a concentração de renda aumentou em 2018. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que o trabalho escravo perdura no cenário atual brasileiro.
Em segundo plano, cabe ressaltar a escassez de fiscalização. Isso ocorre devido à falta de verbas governamentais. Dados apontados pelo Ministério do Trabalho revelam que o número de operações de fiscalização para a erradicação do trabalho escravo caiu 23 por cento em 2017 em comparação ao ano anterior. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo da falta de fiscalização do trabalho análogo escravo.
Portanto, o Estado deve adotar medidas para que haja garantia dos direitos trabalhistas e criações de redes de ações para o combate ao trabalho escravo, por meio de fiscalizações e palestras em locais trabalhistas, afim de abolir o trabalho escravo no Brasil contemporâneo, para que todos tenham os mesmos direitos,