O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Em meados do século XIV, portugueses ocupavam o território brasileiro com a finalidade de explorar e adquirir a riqueza que o país oferecia, para isso, escravizaram os indígenas, que a priori, já estavam no território. Com base nisso, observa-se nos dias atuais, que, infelizmente, tal prática não foi abolida completamente. Fatores que comprovam isso são os entregadores de alimento por aplicativos e as costureiras de grandes empresas de roupas, que chegam a trabalhar mais de 10 horas por dia e não serem remunerados devidamente.

Verifica-se, a princípio, que, segundo o artigo 149 do decreto de número 2848, submeter os proletariados a um longo período de trabalho exaustivo é considerado crime. Entretanto, é fato que empresas de grande reputação, que colocam seus colaboradores em situações prejudiciais não são afetadas de acordo com a lei devido à carência de isonomia que a constituição brasileira apresenta.

Ademais, é extremamente notável o contraste entre o empregado, que exerce seu cansativo e repetitivo papel como trabalhador e é erroneamente remunerado por isso com o empregador, que tem sua rotina mais amena devido ao seu elevado cargo hierárquico e ao seu alto salário. Consoante ao exposto, vê-se fortes similaridades no que se refere a 500 anos atrás, quando colonos usavam da mão de obra escrava para satisfazer suas infinitas ambições.

Portanto, para que se possa alcançar o extermínio do trabalho escravo e suas nuances na sociedade brasileira, o Congresso Nacional deve implementar, através do Poder Legislativo, leis mais rigorosas e mais efetivas que punam igualmente todos que a infringir. Com essas novas legislações, as empresas renomadas terão de tratar seus funcionários e colaboradores com o respeito que os mesmos merecem, sem abusar de seus esforços físicos e mentais. Somente dessa maneira será possível a existência de uma sociedade sem influências de práticas dinásticas como as situações pelas quais os indígenas passaram 5 séculos atrás.