O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O Brasil e a escravidão contínua

Ao falar de história do Brasil, escravidão é um assunto recorrente, visto que por séculos, foi a principal mão de obra utilizada, sendo assim, a base da economia do país. Com a Lei Áurea assinada em 1888, a escravidão teve o seu fim, porém, no cenário contemporâneo, o trabalho análogo a escravidão ainda é recorrente. Nesse sentido, essa espécie de trabalho escravo atual deve ser observado e combatido.

O trabalho análogo a escravidão consiste em reduzir o trabalhador à condição de escravo, submetendo-o a trabalhos forçados ou jornadas excessivas. Isso ocorre principalmente em áreas rurais, em que a mão de obra é menos qualificada, logo, de mais fácil exploração. Isso se comprova com o número de trabalho escravo no Brasil identificado em 2018 por fiscais, o qual consistia em 1,7 mil casos, sendo 1,2 mil em áreas rurais.

Ademais, com o grande número de imigrantes e refugiados vindos de países pobres somados a terceirização na produção por parte de empresas, o trabalho escravo contemporâneo se torna ainda mais real. Isso se dá pois muitos desses trabalhadores se veem obrigados a trabalhar para pagar dívidas com quem os trouxe para o país, além de encontrarem-se em locais de extrema insalubridade e cargas horárias exaustivas. Exemplo disso é de um empresário que foi preso em 2019 por ser suspeito de tráfico de venezuelanos e trabalho análogo à escravidão.

Nesse sentido, é necessário que o Governo seja mais rígido nas fiscalizações  das condições  de trabalho em pequenas e grandes oficinas, para que as leis trabalhistas sejam garantidas em sua integridade. Além disso, as empresas midiáticas deveriam dar maior visibilidade ao assunto por meio de propagandas e anúncios denunciando os casos de escravidão brasileira atual, para que assim, a sociedade se torne mais consciente sobre o assunto e se atente às formas de trabalho que não se adequam às legalizadas.