O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O Brasil colonial e imperial teve em sua base econômica o sistema escravista que perdurou por quase quatro séculos. Com a assinatura da Lei Áurea em 1888, a escravidão se tornou ilegal. Mas mesmo dois séculos depois ainda é possível observar resquícios e até mesmo a prática da prática no Brasil do séculos XXI. A falta de fiscalização e a impunidade fazem com que possa ser observada a permanência de atos escravistas. É preciso que a escravidão seja realmente abolida e que trabalhos forçados com pouca ou nenhuma remuneração não sejam mais vistos na sociedade.

Mesmo com leis contribuindo para alertar a sociedade sobre o problema, ainda se faz presente a situação de muitos cativos pelo país. Historicamente o trabalho escravo foi extinto porém na contemporaneidade ele é praticado de maneira selada na sociedade. É também importante salientar que não somente o trabalho não pago é considerado escravidão, mas também o trabalho forçado em situações degradantes que tenham um tão baixo pagamento o qual ajude a perpetuar a situação de submisso do trabalhador.

Culturalmente a busca por justiça que muitas veze não é aplicada, faz com que inúmeras denúncias deixem de ser feitas por desencorajamento e falta de confiança no sistema. Nos séculos anteriores muitos imigrantes , principalmente italianos e japoneses, vinham para o país com promessas de uma vida melhor, mas o que encontraram foi uma realidade totalmente diferente da prometida. Ainda nos dias de hoje são vistas ocorrências parecidas, como o resgate de quase 50 mil cativos em 2013, mostrando que a história é recorrente.

É  evidente que a sociedade ainda não se desfez completamente das práticas que deveriam ter sido abolidas ainda no século XIX. A fiscalização deve ser intensificada, aumentando a quantidade de órgãos direcionados á busca por situações de escravidão, acompanhamento de novos imigrantes, desde os legais até os ilegais, endurecimento de penas e aumento do valor de multas. Instituições tanto governamentais quanto privadas devem realizar programas de conscientização buscando realmente extinguir a escravidão.