O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Na obra " A cidade do Sol’, do escritor dominicano Tommaso Campenella, é retratada uma cidade metodicamente ordenada e feliz, onde os seus habitantes tem suas necessidades essenciais supridas. Fora da utopia, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que, por mais que existam poucos casos, o trabalho escravo no Brasil apresentam empecilhos, os quais dificultam a concretização do plano de Campenella. Esse cenário é fruto da ausência de estado e da exploração das empresas.

Em primeiro plano, é valido frisar que boas condições de trabalho dialoga com uma elementar necessidade social e, consequentemente, não pode ser deixada de lado. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades na fiscalização de condições da trabalhos, que em casos, podem não ser chamados de trabalho e sim de escravidão. Desse modo, faz-se fundamental a reformulação dessa postura estatal de formas urgente.

Em segundo plano, é necessário ressaltar a exploração por partes de empresas aos seus funcionários como o promotor da problemática.  De acordo com o estado de Minas Gerais foram regatados 19 trabalhadores trabalhando em situação degradante em colheita de café. Essa situação, que vai contra a Constituição Cidadã, se não controlada poderá só aumentar.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, Ministério da Justiça, da Economia e Cidadania deve, por meio de fiscalizações e implementações de lei mais rígidas de direito do trabalhadores, investigar casos de exploração de trabalho e punir quem está colocando indivíduos nesse posição de trabalho escravo. Por esse caminho o Brasil poderá superar tal imbróglio e se comparar a " Cidade do Sol" de Campenella.