O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
No contexto atual, muito se discute sobre um elemento que sempre esteve presente no País desde a sua formação, que é a escravidão. Visto que, durante sua colonização esse foi o tipo de mão de obra utilizado e, mesmo com sua abolição, ainda é praticado até os dias atuais. Nesse sentido, vê-se importante o debate do trabalho escravo no Brasil contemporâneo, ocasionado por motivos como vulnerabilidade econômica e servidão por dívida.
A princípio, é de suma importância notar que as pessoas que passam por essa situação, são pessoas mais vulneráveis, principalmente, em questões financeiras, que procuram uma saída para as condições precárias que vivem, muitas de cidades pequenas ou de áreas rurais; segundo o IBGE, a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Desse modo, esses indivíduos ficam mais suscetível a trabalhos com cargas excessivas e mal remunerados para garantir o sustento de suas famílias.
Ademais, é notório que quando um trabalhador é obrigado a continuar para quitar dívidas com o patrão, ele está em condições de escravidão. Haja vista que, essas tais dívidas, muitas vezes, são passagens, alimentação e alojamento, que mesmo em péssimas condições, são cobrados por um valor demasiado para que os trabalhadores sejam retidos como escravos. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais da metade dos 21 milhões de trabalhadores escravizados, são servidores por dívida, o que torna-se preocupante.
Portanto, faz-se necessário propor que o Estado dê assistência às vítimas, como o pagamento de seus direitos, por meio de processos judiciais ou acordos trabalhistas. Assim como, o direcionamento da educação até essas pessoas de baixas rendas, para que consigam qualificação profissional e não necessitem viver em atividades forçadas. A fim de proporcionar a diminuição de tal prática, para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.