O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Thomas More, na obra denominada “utopia”, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade, é o oposto do que o autor propôs uma vez que ainda há escravização no século XXI a qual dificulta os planos de more. Este cenário antagônico é fruto tanto da baixa fiscalização do Governo quanto da falta de interesse da população.

De acordo com o pensador, Thomas Hobbes, o estado é o responsável por garantir o bem estar da população. De modo paradoxal, nota-se a baixa fiscalização do Governo em locais nos quais há trabalho escravo representando uma brecha no desafio do combate a ele, haja vista que, muitos imigrantes e pessoas de pouca instrução são coagidas a realizar este tipo de mão de obra devido a fragilidade que se tem ao deixar seu país de origem e entrar em um novo, rompendo com o equilíbrio proposto pelo filósofo. Deste modo, faz-se mister a reformulação urgente desta postura estatal.

Ademais, vale frisar o desinteresse da população em questões como essa como impulsionador do revés. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar e agir. Seguindo essa linha de pensamento, percebe-se que a falta de interesse gera a falta de denúncias que a sociedade faz contra esse tipo de trabalho, indicando a forma coletiva de agir e pensar dos cidadãos. Com isso, nota-se a alienação da sociedade contribuindo com a perpetuação deste quadro maléfico.

Logo, medidas são necessária para combater o problema mencionado anteriormente na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar é preciso que o Governo Federal crie em parceria com o Ministério público delegacias que combatam a mão de obra escrava e investigue com maior afinco os casos espalhados pelo Brasil, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras de televisão conscientizando a população acerca do problema e incentivando a denúncia. Deste modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do trabalho escravo.