O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

A princesa Isabel, em 1888, assinou a Lei Áurea, que deu liberdade total aos escravos que ainda viviam no Brasil. Porém, mesmo depois de muitos anos, repletos de grandes avanços tecnológicos e consciência dos direitos trabalhistas e étnicos, ainda existem casos de escravidão no Brasil. Dessa forma, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, que emergem devido á insuficiência legislativa e falta de reparo histórico no sentido cultural e social.

Em primeiro plano, é preciso atentar para impenitência presente na questão do escravismo contemporâneo. Nesse contexto, o trecho presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a persistência do crime contra a raça humana, que em nenhuma hipótese deve ser condicionada a escravidão.

Além disso, a permanência da conduta escravista no Brasil tem muita relação com a manutenção de ideias racistas retrógradas na mente das pessoas. Na frase “Se a escravatura não é má, nada é mau” o americano Abraham Lincoln expressa sua indignação com as atitudes escravistas de séculos atrás, e que essas ideias perduram até os dias atuais na mente de muitas pessoas que compactuam com esse crime. Dessa forma, há, como consequência a falta de ética, pois, para que todos os humanos tenham os mesmos direitos são necessário garantir a liberdade de ir e vir.

Portanto, medidas estratégicas devem ser tomadas para mudar esta situação. Para tanto, o MEC trabalhará com o Ministério da Cultura para ministrar palestras para alunos do ensino médio por meio de entrevistas com vítimas de problemas e especialistas em áreas afins. Essas palestras devem ser realizadas online nas redes sociais de diversos ministérios e comissões, a fim de tornar os jovens mais haptos a identificar uma situação de trabalho escravo e denuncia-las, além de não praticarem.