O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
A Lei Áurea, assinada por Princesa Isabel, em 1888, objetivava a abolição da escravidão no país. Contudo, é perceptível que ainda há a presença de trabalho escravo no Brasil, e isso não deveria ocorrer, visto que fere os direitos humanos. Tal problema está relacionado com problemas socioeconômicos, juntamente com a expansão agrícola.
Em primeira instância, deve-se salientar a relação socioeconômica com tal tipo de trabalho no país. Mediante dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, de 1995, ano onde a escravidão contemporânea foi reconhecida, a 2015, quase 50 mil pessoas foram resgatadas de condições de trabalho análogas à escravidão, onde um terço dessas pessoas era analfabeta, condição essa altamente ligada com a situação econômica e social. Tais dados comprovam que pessoas fragilizadas economicamente e, consequentemente, marginalizadas socialmente, são as principais vítimas da escravização contemporânea.
Ademais, um dos principais motivos da escravização é a expansão de atividades agrícolas no país. De acordo com os dados coletados pelas denúncias feitas, os dez municípios com maiores relatos encontram-se na região da Floresta Amazônica, oito deles no estado do Pará, um dos principais polos de expansão agrícola da região atualmente. Diante disso, pode-se perceber a relação intrínseca entre a escravidão contemporânea e as fronteiras agropecuárias do país.
Em síntese, percebe-se que a relação entre problemas socioeconômicos, expansão da agropecuária e a problemática apresentada. Para que se possa mitigar os efeitos, é mister que o Ministério do Trabalho busque meios de apurar e investigar com maior eficácia denúncias relacionadas a escravidão moderna, podendo utilizar da Agência Brasileira de Inteligência. Além disso, é necessário que o Governo Federal crie projetos que sejam capazes de reintegrar vítimas da escravização contemporânea na sociedade brasileira, para evitar que tais pessoas voltem à condição de escravizadas.