O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O trabalho escravo no Brasil não é um problema surgido atualmente. Desde o período da colonização portuguesa, nativos e africanos (que eram trazidos ao país para serem escravizados) realizavam trabalhos braçais forçados pelos portugueses. Infelizmente, apesar de ter sido abolido pela Lei Áurea, o trabalho escravo persiste até os dias atuais por causa da desigualdade social e pelo silenciamento midiático.

Em primeira análise, é importante destacar a desigualdade social do país como impacto para o problema. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é garantida a todos os brasileiros uma vida livre, digna e igualitária. Entretanto, a permanência dos altos índices de pobreza e desemprego no país demonstram uma grande falha na legislação. Como consequência dos índices, famílias não encontram outra opção além do trabalho escravo, que, mesmo com a ausência de segurança e com o ultrapassamento das horas de trabalho permitidas, é a única fonte de renda de diversos grupos familiares. Certamente, urge a melhora da situação.

Em segunda análise, vale ressaltar o silenciamento da mídia quanto ao problema. Conforme a afirmação de Pierre Bourdieau, “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Nesse contexto, a reflexão se relaciona diretamente com os meios de comunicação, que silenciam o problema, ao invés de retratá-lo. Por conseguinte, a população permanece sem ter consciência da existência da problemática e da importância de denunciá-la aos órgãos responsáveis, dificultando, assim, sua resolução. É imprescindível, portanto, a melhora desse quadro.

Destarte, medidas são necessárias para combater o impasse. Dessa forma, urge que a Justiça do Trabalho, em parceria com a mídia, promova campanhas informativas que relatem sobre o trabalho escravo e a importância de denunciá-lo. A medida deverá ser realizada por meio de verbas governamentais e em horários de pico na televisão, além de ser divulgada nas principais redes sociais (Twitter, Instagram e Facebook), a fim de conscientizar a população sobre a permanência da problemática. Certamente, assim, o número de trabalhadores escravizados diminuirá.