O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Trabalho escravo é o tipo de trabalho no qual o trabalhador é obrigado a prestar serviços sem receber salário e com restrição sobre sua liberdade, sendo ilegal. E, no Brasil contemporâneo, principalmente, mesmo com leis que proíbem tal ação, ainda é existente esse tipo de regime, o qual traz diversos problemas para as pessoas que o executam, tendo como exemplo a falta dos direitos trabalhistas e os problemas de saúde.

De início, é fundamental perceber que o trabalho análogo a escravidão ocasiona a falta de direitos trabalhistas para os cidadãos. Nesse sentido, vê-se que muitas pessoas que acabam sendo submetidas ao trabalho escravista não tem acesso a direitos básicos, como salário e férias, devido ao fato de que tal serviço é ilegal, ou seja, não apresentam nenhum amparo governamental. Segundo uma pesquisa fornecida pelo Portal G1, no ano de 2017, foram encontradas no Brasil mais de 5000 pessoas em estado de miséria e que tinham trabalhos análogos a escravidão, mostrando que mesmo nos tempos modernos o trabalho escravo ainda se mantem ativo.

Além disso, outra consequência do trabalho escravo é os problemas de saúde advindos de tal atividade. Nesse viés, vê-se que tanto no período colonial, no qual o trabalho escravo era mais recorrente por ser permitido, quanto hoje, as pessoas submetidas a esse regime apresentam diversos problemas de saúde devido a rotina exaustiva e desumana. Conforme os documentos datados da era colonial brasileira, os relatos sobre as condições dos escravos eram de que os mesmos apresentavam péssimos estados de saúde devido a baixa qualidade de vida e, conectando com o presente, as pessoas que hoje tem trabalho análogo a escravidão vão apresentar diversos problemas de saúde parecidos com dos escravos do Brasil colônia, pelo fato de que a ideia de trabalho escravo na prática é a mesma pros dois períodos.

Logo, com o intuito de acabar com o trabalho escravo no Brasil do século XXI, o governo federal juntamente com os órgãos trabalhistas, por meio de acordos e novas leis, devem intensificar a fiscalização nos diversos locais de trabalho pelo país, verificando e eliminando qualquer local que promova o trabalho análogo a escravidão, para que, então, com o tempo, essa atividade ilegal seja erradicada no país e pessoas não sofram mais as consequências de tal regime.