O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

O filme brasileiro “Crô” apresenta um tráfico de mulheres que, ao chegarem ao Brasil, são forçadas a trabalharem como escravas na fabricação de roupas. Assim como no filme, desde a criação das leis trabalhistas feitas por Vargas, trabalhos análogos à escravidão são ilegais, porém existentes, além de algumas vezes serem consentidos pelo próprio trabalhador, causando danos a qualidade de vida do mesmo.

Sendo assim, o Brasil está passando por uma crise econômica, a qual acarreta em altos índices de desemprego, forçando assim, o operário aceitar situações de trabalho desumanas por falta de opção. Além disso, muitas pessoas se sujeitam a uma jornada de trabalho maior do que 8 horas diárias, as vezes com mias de um emprego visando lucrar mais, essa é uma característica da atual modernidade liquida, proposta por Zygmund Bauman, na qual o dinheiro e o sucesso movem a sociedade.

Consequentemente, essas condições causam danos tanto à saúde física, quanto psicológica, desencadeando doenças como ansiedade e depressão. Dessa forma, entre outros fatores, essas situações de trabalho justificam o fato do Brasil ter o maior índice de depressão da América Latina segundo a organização mundial da saúde (OMS), decorrente da constante tenção e da falta de lazer causada pelo excesso de trabalho, o que inibe a liberação de neurotransmissores que causam sensação de felicidade e bem estar, causa da doença.

Portanto, como exposto no filme brasileiro, atualmente existem trabalhos que ferem os direitos do homem e do cidadão, necessitando-se assim, de uma intervenção governamental imediata na resolução do problema. Com isso, cabe ao Ministério do Trabalho, responsável pelas questões trabalhistas do país, estipular um valor justo para o salário de cada profissão, evitando o o excesso de trabalho, além de fiscalizar e punir as empresas garantido boas condições de trabalho à cada cidadão.