O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2020
Durante o período colonial, o trabalho escravo foi naturalizado no Brasil. No entanto, esperava-se uma mudança de pensamento e comportamento após 132 anos de abolição, o que não ocorreu. Esse trabalho forçado configura problemas sociais graves a respeito da condição insalubre de trabalho e deve ser combatido pelas autoridades.
Há registros de trabalho forçado principalmente em países subdesenvolvidos, onde existe maior herança do período escravagista devido à abolição tardia. Embora seja proibido por lei, no artigo 149, no Brasil ,segundo ações fiscais da Inspeção do Trabalho, foram identificados 1,7 mil casos de trabalho escravo, dentre os quais a maior parte localiza-se em áreas agrárias. Além disso, os casos ocorrem do norte ao sul do país, em locais como Roraima, Ceará, Bahia, Mato Grosso, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Ademais, vale ressaltar, ainda, que a mão de obra escrava não se restringe ao meio rural, atuando no meio urbano também. Nesse sentido, diversas indústrias do setor têxtil utilizam trabalho forçado, majoritariamente, de imigrantes. Recentemente, lojas como a Zara e a M. Officer foram flagradas explorando esse tipo de ofício. Em contrapartida, na zona rural, o trabalho escravo dedica-se à atividades como o cultivo de café e criação de bovinos para corte. Infelizmente, no segundo caso, a exploração e a desumanidade dentro das fazendas são vistos de forma natural por acreditarem em uma tradição familiar. Assim, enquanto os produtores sofrem e viram mercadoria, as grandes empresas lucram, fazendo jus a lógica capitalista do mais-valia.
Desse modo, o Ministério Público do Trabalho (MOT) deve aumentar a fiscalização, visto que apenas o artigo 149 não é o suficiente. Outrossim, necessita-se da conscientização da população para que não normalizem essa prática. Outra medida eficaz é o investimento na educação para criar trabalhadores mais qualificados que não aceitem ser explorados. Assim, o Brasil poderá mudar sua realidade.