O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

As invasões europeias nas Américas no século XVI buscavam a expansão de territórios e povos em busca de minerais preciosos e produtos tropicais, com base na exploração da mão de obra escrava. Hoje, após 200 anos da “Independência” e 132 anos da “Abolição da Escravatura” ainda existe a prática de trabalho análogo ao escravo, pois há vulnerabilidade econômica de alguns cidadãos. Importa o governo intervir nessa realidade.

Em primeiro lugar vale considerar o processo histórico brasileiro. Esse legitimou não só a exploração da mão de obra escrava, mas também a desigualdade social. Isso, porque depois da Lei Áurea não houve uma política de compensação dos explorados. Ao contrário, as elites defendem seu próprio lucro. Os menos favorecidos permaneceram sem os direitos básicos ao longo de décadas.

Em segundo lugar, deve- se observar que a vulnerabilidade econômica, resultado da falta de estudo ou dinheiro, gera indivíduos ingênuos ao aliciamento mentiroso com promessa de um bom emprego e dignidade. Fato análogo ao que acontece aos latinos- americanos que também migram para o país em busca de oportunidade. Assim, muitas vezes são noticiados, por exemplo, casos criminosos da exploração dessas pessoas em fazendas no interior ou em confecções nas metrópoles.

Portanto, cabe ao governo promover ações de combate a esse problema. Nesse sentido, é válida a fiscalização permanente das fronteiras, dos empregadores e de toda denúncia desses casos, especialmente nas áreas onde mais acontecem. Além disso, promover a justiça social com políticas que diminuam a desigualdade a partir do acesso à educação e bolsas que diminuam a fragilidade dos menos favorecidos.