O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2020

Na hodiernidade brasileira, persiste um deplorável fato mediante a sociedade, escondido em plena vista: o trabalho escravo. Este caracteriza-se pela realização de alguma atividade não ou pessimamente remunerada, exigindo do indivíduo várias horas em serviço sob, muitas vezes, condições insalubres, comprometendo a saúde do indivíduo, tanto na cidade quanto na zona rural.

De início, a exploração trabalhista é realizada em diversos ramos produtivos. Segundo a Polícia Federal, a área de produção com maior incidência de casos análogos à escravidão é a produção têxtil, na qual o trabalhador(a) é coagido a ficar inúmeras horas seguidas modelando e montando peças de roupas, as quais muitas vezes não são recompensadas. Esta situação é conceituada por Karl Marx como “mais-valia”, a qual é essencial para a replicação do capital e, consequentemente, o lucro em si.

Além disso, é fato que o trabalho familiar pode tornar-se escravo, discretamente. De acordo com o Ministério do Trabalho, após realizadas pesquisas no campo, concluiu-se que 72% da famílias campesinas não remuneram seus membros, os quais auxiliam no labor campestre. Tal fato revela o quão sutil a escravidão laboral é, sendo necessária uma atenta observação para detectá-la.

Dito isso, é notório que a escravidão trabalhista existe no Brasil contemporâneo, e precisa ser combatida. O Ministério do Trabalho e a  Polícia Federal devem promover ações contra a escravidão laboral, como batidas e prisões, por meio de mecanismos de rastreio efetivos, com o objetivo de mitigar a exploração do trabalho em ambientes urbanos e rurais.