O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/09/2020

A Lei Áurea em 13 de maio de 1888 decretou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre outra no Brasil. Entretanto, o trabalho escravo ainda existe no país. Sendo assim percebe-se que a escravidão moderna possui raízes amargas, motivadas não só pela falta de conhecimento, mas também pela vulnerabilidade socioeconômica.

Mormente, de acordo com site Escravo Nem Pensar, 32% dos trabalhadores em estado de escravidão são analfabetos, o que indica que a falta de conhecimento contribui para a problemática. No livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o protagonista Fabiano, desprovido do acesso ao conhecimento, acabava sendo explorado e humilhado por aqueles que detém o saber. Nesse viés, há milhares de Fabianos no Brasil, perpetuando, assim, a escravidão contemporânea.

Outrossim, vale ainda salientar a vulnerabilidade social como impulsionadora do problema, assim sendo inúmeros os trabalhadores que se submetem as jornadas de trabalho exaustivas e por consequência acabam tendo problemas psicológicos. Consoante o sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A lei e a Ordem” a anomia é uma condição social onde normas regulamentadoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. De maneira análoga a anomia assemelha-se ao atual cenário brasileiro à medida que as leis trabalhistas não são executadas.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o problema. Para que a escravidão seja realmente abolida, urge que o Ministério do Trabalho atue fiscalizando empresas em busca de manter o equilíbrio na relações trabalhistas e desenvolva campanhas educativas por meio de mídias sociais afim de orientar a população sobre as situações que tornam o trabalhador escravo e seus direitos. Feito isso, o Brasil conseguirá por fim no escravismo moderno.