O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/09/2020
No Brasil, a escravidão é um elemento que existe desde a sua formação, por ser o tipo de trabalho utilizado durante o período colonial. No entanto, apesar da revogação da lei em 1888 e do surgimento das leis trabalhistas na década de 1930, esse tipo de exploração ainda é evidente devido à desigualdade social e à fraca aplicação da lei.
A escravidão contemporânea se desenvolve de maneira perversa porque impõe trabalho forçado em condições adversas e jornadas exaustivas. Estudiosos acreditam que o trabalho que viola os direitos humanos e apresenta riscos químicos, físicos e biológicos descontrolados é escravo de sua configuração. Para tanto, o grupo de defensores da melhoria do trabalho defendeu a visão de que a empresa oferece locais adequados e proteções para o pessoal relevante, ou seja, a empresa deve fornecer aos funcionários um conjunto de condições mínimas para que possam trabalhar adequadamente.
Ademais, a baixa escolaridade dos pobres impede que pessoas com essa realidade econômica tenham empregos de qualidade, segundo o IBGE, a taxa nacional de desemprego chega a 11,8%. Como resultado, a renda salarial da população é insuficiente e a carga de trabalho é muito grande para garantir a vida familiar. Da mesma forma, as crianças desses lares também são exploradas e privadas de oportunidades de educação, o que torna a situação um ciclo e dificulta a ascensão dessa classe da sociedade.
Mesmo assim, o modelo contemporâneo de escravidão ainda não é tão óbvio, mas ainda afeta as condições dos trabalhadores. Como proposta de intervenção, com o objetivo de minimizar ou eliminar a escravidão, o ideal é fortalecer a fiscalização das empresas pelos auditores fiscais do trabalho, implementar novas medidas punitivas e restritivas para as empresas que não cumpram as leis e acordos trabalhistas e proteger empregado, realizando atividades e seguindo bons hábitos de trabalho.