O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/09/2020
Mesmo o Brasil tendo sido o último país da América a abolir a escravidão a questão do trabalho forçado na atualidade está novamente em voga. É necessário destacar que essa atual escravidão é diferente daquela que existia até no final do século XIX, quando era considerada uma atividade legal. O que destaca e que leva a essa forma de trabalho ilegal ilegal, principalmente em regiões agrícolas, é o desemprego, fazendo com que as pessoas trabalhem por jornadas exaustivas vivendo em condições sub-humanas em trabalhos exaustivos.
Em primeira análise, vale salientar que o trabalho escravo envolve, geralmente, pessoas em situação de risco social, não se limitando ao serviço explicitamente forçado. Nesse contexto, a OIT, considera escravo todo o regime de trabalho degradante que prive o trabalhador de sua liberdade, logo é possível afirmar que o trabalho escravo nunca foi abolido totalmente no território nacional.
Em segunda análise, um ranking elaborado pela Organização Walk Free Foundation,o Brasil ocupa a 94ª posição no mundo entre os países que, proporcionalmente à sua população, mais possuem trabalhadores em regime de escravidão. Sendo maior em, como dito acima, regiões agrícolas. Seguindo dados governamentais divulgados em 2015, em um resgate a trabalhadores de condições precárias, 12 eram menores de 16 anos e 65 eram imigrantes de diversas nacionalidades.
Com todas essas análises, fica claro que o trabalho escravo no Brasil contemporâneo não se restringe a classe etária e esta presentes no cotidiano de grande parte das famílias brasileiras, visto que grandes comerciantes, em sua maioria utilizam desta forma de serviço. Logo tais situações urgem ações sinérgicas entre os Estados e mídia, gerando o boicote de tais empresa. Cabe ao o Ministério do Trabalho e Emprego em conjunto com o MDH assistência às vítimas, incluindo a necessidade de alojamento temporário,além de criar projetos que incentivem a qualificação profissional. Para que assim, possamos viver em uma sociedade justa.