O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/09/2020
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que ocorreu em 1943, foi estabelecida durante o Governo Vargas, trata dos direitos dos trabalhadores que são desrespeitados em trabalhos em condições análogas à escravidão. O trabalho escravo contemporâneo é uma atualização das maneiras de exploração do trabalhador que está presente em toda a história do Brasil. Mesmo com as diversas legislações que protegem o trabalhador e criminalizam a exploração da mão de obra análoga à escravidão, isso ainda se perpetua no Brasil, devido a uma série de causas e, consequentemente, consequências.
Em primeiro plano, o trabalho escravo tem um componente socioeconômico extremo no Brasil. A pobreza, a miséria e a baixa escolaridade e capacitação permitem uma maior vulnerabilidade do indivíduo à aceitar essas condições inadequadas de trabalho. Além disso, a crise socioeconômica em que os brasileiros estão passando na atualidade, proporcionando um aumento na taxa de desemprego fazendo com que o operário se submeta à condições não dignas como essas.
Em segundo plano, há um comprometimento à degradação dos direitos dos trabalhadores em termo dos direitos humanos, além dos salários e no acesso dos direitos da CLT. Outro fator é o aprofundamento da desigualdade social, pois a população com menor renda são mais vulneráveis ao trabalho escravo, se sujeitando à receber pouquíssimo e trabalhar em largo prazo.
Contudo, deve-se ter uma ampliação de políticas de renda mínima e de inclusão no mercado de trabalho formal para que torne os trabalhadores explorados menos vulneráveis. Para que isso ocorra, deve haver uma maior profissionalização para uma maior capacitação dos operários explorados em locais com menor IDH.