O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/09/2020

A escravidão contemporânea e suas raízes.

Desde a criação da Lei Áurea, homens e mulheres livres perpetuaram sua escravidão ao serem abandonados pelo Estado e obrigados a aceitarem formas injustas de trabalho para garantirem a sobrevivência. Com isso, trabalhos análogos a escravidão permanecem até os dias atuais no Brasil e a população de baixa escolaridade, afetada pela crise econômica, é a mais atingida. Ademais, mesmo com a proibição da escravidão a mais de um século, locais de difícil acesso como lavouras no interior do país ainda utilizam o trabalho sem remuneração ou com aprisionamento de serviçais para obter um maior lucro.

Nesse âmbito, o desconhecimento de leis trabalhistas por parte da população tem grande efeito na problemática. Segundo dados do Índice de Escravidão Global, formulado por Organizações Não Governamentais (ONGs), aproximadamente 200 mil pessoas vivem em regime de escravidão no Brasil, sendo a maioria encontrada na fronteira agrícola do país, local que por ainda ter mata muito densa, acaba sendo excluído de fiscalizações rotineiras. Contudo, por desconhecerem seus direitos, muitos trabalhadores nem entendem a situação onde estão incluídos, impossibilitando sua emancipação e acreditando, assim, ser impossível sair do trabalho.

Outrossim, no cenário econômico atual, pessoas com baixa escolaridade enfrentam  grande impasse ao tentar arranjar empregos formais, sendo essas marginalizadas e, muitas vezes, passando necessidades básicas. Visto que, esse grupo tem poucas saídas para se sustentar, o trabalho informal em lavouras é um atrativo para ele. Pois, mesmo sendo, na maioria das  vezes, totalmente submisso e com ausência de fiscalização, é o único caminho viável que muitas famílias possuem para conseguirem o mínimo para viver.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, junto com o Ministério do Trabalho, garanta uma maior fiscalização nas frentes agrícolas e em todo o interior brasileiro, por meio expedições surpresas nesses locais. Para que assim, seja possível um desenvolvimento justo e igualitário no país, evitando a marginalização de classes. É possível também, a distribuição de livros e PDFs para ampliar o conhecimento sobre os direitos trabalhistas, evitando um aumento nos trabalhos em condições sub-humanas.