O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/09/2020

Na idade antiga, o sistema econômico de Roma era sustentado pela escravidão, que ocorria especialmente por dívida. Séculos se passaram e, o Brasil, ainda apresenta dificuldades em garantir a dignidade de muitos trabalhadores, vítimas da escravidão contemporânea maquiada na sociedade. Isso se deve à raízes históricas, bem como, à fragilidade socioeducacional.

É importante destacar, antes de tudo, que a persistência do trabalho escravo no Brasil, ocorre em decorrência de características escravocratas de grande parte da população. Tal problema, originou-se durante o Período Colonial, quando a produção e exportação de cana-de-açúcar, dependia da mão de obra escrava. Como consequência, um grande contingente de patrões, aproveita da dependência socioeconômica de seus trabalhadores, e os submetem à condições laborais precárias, o que é um entrave.

Aludindo à Lev Vygotsky, educador alemão, “A Escola não deve se distanciar dos aspectos sociais da vida de seus participantes”. O que significa que instituições educacionais devem combater dogmas e preconceitos existentes na realidade de seus alunos. No que concerne à atualidade, no entanto, a escravidão é trabalhada de forma muito rasa, comprometendo a criticidade dos estudantes a cerca do tema, e isso é um problema.

Portanto, é necessário combater o trabalho escravo e equaciona-lo a longo prazo no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) adicionar à grande nacional comum curricular (BNCC) - especialmente nas disciplinas de sociologia e história - componentes que destaquem a importância de uma relação pacífica entre trabalhador e patrão. Isso é importante para garantir que raízes negativas do período colonial, sirvam como aprendizado aos estudantes, para que não realizem os mesmos erros. Com isso, espera-se que o trabalhador tenha sua dignidade garantida, como é previsto por lei.