O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/09/2020

Em meados do século XVII durante o período da Revolução Industrial, os indivíduos trabalhavam horas exaustivas sem reclamações devido à incompreensão sobre sua condição exploratória. Assim, é possível perceber que, apesar da abolição da escravatura no Brasil ter ocorrido em 1888, ainda existem pessoas que vivem em condições semelhantes à escravidão, o mesmo ocorre devido à falta de fiscalização.

É importante ressaltar, que o baixo grau de escolaridade entre as famílias carentes dificulta a garantia de um emprego de qualidade. De acordo com Ministério do Trabalho e Emprego, dentre os 54 mil trabalhadores resgatados de condições exploratórias de serviço nos anos de 1995 a 2019, cerca de 31% eram analfabetas e 39% tinham chegado até o quinto ano do ensino fundamental. Dessa forma, o indivíduo sem opções de um trabalho digno, recorre ao trabalho exploratório como forma de sustento familiar.

Ademais, muitas pessoas condicionadas ao trabalho escravo não sabem seus direitos trabalhistas devido à falta de informação proporcionado a eles. Sendo assim, a fiscalização das condições de trabalho de empresas e estabelecimentos é de suma importância, mas é ineficaz nos dias atuais, visto que com o fechamento do Ministério do Trabalho no ano de 2018, os recursos para a fiscalização caíram 49% em relação ao ano anterior. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dessa forma, a preocupação em relação a esse grupo social é evidente.

Faz-se premente, portanto, medidas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, com o fito de amenizar a quantidade de trabalhos exploratórios no Brasil, cabe ao poder Executivo, por meio de verbas governamentais, aumentar a fiscalização e reprimir as empresas que descumprem das leis trabalhistas aplicando multas e interditando os locais. Dessa maneira, a exploração trabalhista irá minimizar-se.