O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/09/2020

Em meio aos problemas com os quais a sociedade brasileira convive, um deles relaciona-se ao trabalho escravo. Com isso, no intuito de analisar os problemas e alcançar melhorias, é crucial observar a falha do Governo e as consequências negativas do pensamento retrógrado que a sociedade possui sobre o assunto.

Em primeiro lugar, convém analisar que o Estado não promove a fiscalização para o combate ao trabalho compulsório. Para o pensador Aristóteles, “a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Nas palavras do filósofo grego, é retratada a importante ideia de que a política é tudo que se relaciona com a busca do bem-estar tanto individual quanto coletivo. Essa percepção, no entanto, foge da conduta praticada pelo Governo, uma vez que há um descumprimento das leis que prevê penas judiciais para a prática do trabalho escravo. Nesse viés, é perceptível que muitas pessoas passam pela condição de ausência dos seus direitos por causa da defasada fiscalização realizada pelo poder governamental. Dessa forma, é necessário que haja ações para o combate da problemática.

Em segundo lugar, deve-se observar que a população possui um pensamento que é resultado das centenas de anos que houve a atividade escravista no Brasil. Para o escritor Gilberto Dimmenstein, em seu livro “Cidadãos de papel”, mostra os efeitos negativos de indivíduos que não possuem direitos garantidos na prática. Nesse contexto, cabe salientar que os vários anos de trabalho compulsório no país trouxe consequências, assim como retratou o livro, ao exemplo da dificuldade de se inserir em um mercado de trabalho e são, por causa disso, anexadas em práticas ilegais que são associadas ao escravismo.

Logo, cabe ao Ministério Público, por ser responsável por fiscalizar os cumprimentos das leis, através de medidas federais, por meio do aprimoramento dos meios de fiscalização dessa prática ilícita, fortalecendo a lei através de grupos policiais que extinguem isso, com a finalidade de ajudar as pessoas a terem um emprego digno.