O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/01/2021
O Brasil tem sua história marcada pela escravidão. E embora ela tenha sido abolida em 1822, ainda é praticada com uma nova roupagem. E este novo método é fomentado pela assimetria de rendas, analfabetismo e a falta oportunidades de emprego. Diante disso, ratifica-se a necessidae de discussão dessa problemática.
Primordialmente, destaca-se a desigualdade de renda significativa que segundo dados do IBGE, divulgados no Jornal Nacional, obteve um aumento substancial nos últimos cinco anos. Portanto, os ricos se tornaram mais ricos e os pobres mais pobres. Este cenário de desequilíbrio aliado ao analfabetismo, evasão escolar e desemprego crescente se torna terra fértil para o crescimento do trabalho análogo à escravidão, pois o indivíduo lutando para sobreviver na fugacidade do cotidiano se torna vulnerável à acordos desiguais com empregadores desleais. Analogamente, viveram os imigrantes durante à Lei de Terras, que aceitaram trabalhar nas fazendas, movidos pelo desespero, e viviam para saldar a dívida infinita com o dono da terra, uma vez que o que recebiam era inferior ao custo para se viver na propriedade.
Outrossim, a escravidão contemporânea não se restringe as áreas remotas do país, podendo ser encontrada nas mansões e apartamentos de luxo. Em que os empregados ficam sujeitos à humilhação, discriminação, carga horária abusiva e salários insuficientes que são incompatíveis com a tarefa e os esforço desempenhado. Destarte, que esses indivíduos estão presos a este sistema por diversos fatores que vão desde a carência extrema, falta de escolaridade, falta de oportunidades até vínculos emocionais, como destacou a novela “Cheias de charme”. Onde a personagem Cida não conseguia sair da casa dos patrões devido às chantagens emocionais dos chefes que diziam ter criado a jovem, quando na verdade a sujeitavam ao trabalho infantil e análogo à escravidão. Isto posto, a telenovela elucidou e criticou algo tão recorrente como o trabalho abusivo hodiernamente.
Por conseguinte, visando mitigar a escravidão contemporânea, urge que o governo federal em parceria com a mídia (rádio, televisão e redes sociais), detentora de grande abrangência, realize companhas publicitárias que despertem à atenção da população para essa problemática, podendo fazer o uso de testemunhos de pessoas reais ou até personagens ficticios como a Cida, nas propagandas de alerta e coscientização. Além disso é mister que hajam maiores investimentos na educação e alfabetização principalmente nas áreas periféricas e interioranas do país, pois, segundo Nelson Mandela, a educação tem um papel libertador. Dessa forma, ao aumentar os índices educacionais e a fiscalização, será possivel minimizar os casos de trabalho escravo na nação.