O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/09/2020

Desde o ano de 1888 a escravidão é proibida no território brasileiro, porém essa prática de exploração ainda persiste na atualidade. No entanto, a escravidão contemporânea não é exercida por correntes, nem senzalas, como era presente no Brasil colônia e império, mas pela desigualdade social, que faz o trabalhador se submeter a jornada de trabalho intensa e degradante. Alem disso, as crises econômicas contribuem para a manutenção e expansão desse crime, já que elas colocam as pessoas em um  situação de vulnerabilidade, logo elas aceitam a abrir mão de seus direitos para trabalharem.

Primeiramente, o medo do desemprego e de passar fome permitem a escravidão praticada nas fábricas de roupas e lavouras do século XXI. Tais preocupações fazem as pessoas aceitarem o trabalho informal, que não  lhe fornecem nenhum tipo de direito, cujo o pagamento por suas atividades são um prato de comida e um local para dormir, fazendo com que esses indivíduos fiquem preso ao trabalho. A exemplo dessa exploração é o caso da mulher idosa encontrada em julho de 2020 em  uma situação de trabalho análogo a escravidão no bairro de Pinheiros, região nobre de São Paulo, em que ela trabalhava sem carteira assinada desde 1998 para a família que a abrigava, impedindo a de desvincular do seu patrão com o medo de não ter um teto ou passar fome.

Alem disso, a falta de informações sobre os direitos trabalhistas fazem com que muitas pessoas aceitem promessas de trabalho que as tornam escravos, já em que nesses empregos o funcionário fica em dívida com o patrão.  A exemplo dessa exploração é o caso de Omar Castro, boliviano que veio ao Brasil em busca de melhores condições de vida, lhe foi prometido documentos permanentes e um salário digno, porém ao chegar na cidade de São Paulo foi obrigado a ficar em uma oficina e um quarto minusculo, não recebia pagamento adequado e era obrigado a ficar endividado com o chefe afim de atender as necessidades mais básicas, como alimentação e higiene.

Em suma, para combater a escravidão contemporânea no Brasil é necessário uma ação em conjunto com o Ministério a Mulher, Família e Direitos Humanos com o Ministério da Econômica, por meio das redes sociais e órgãos de fiscalização, afim de conscientizar sobre o trabalho análogo a escravidão e resgatar aqueles que estão sendo explorados. Para que isso ocorra, é necessário a divulgação de post em redes sociais que explique e ajude a identificar essa exploração e como denuncia-la, além de criar grupos que possam fiscalizar e atender as denúncias e oferecer apoio aos trabalhadores resgatados, afim de que não voltem a situação degradante.