O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/09/2020
A Lei Áurea foi sancionada 1888 e decretou o fim da escravidão no Brasil, no entanto, mesmo após mais de um século ainda percebe-se a persistência dessa prática no país que foi o último a abolir a escravatura. Nesse ínterim, constata-se que a ganância e falta de senso crítico dominam a mente dos opressores.
Sob esse viés, o desejo de obter lucro independente do custo leva o ser humano a agir por extinto. Como exemplo, têm-se os chamados “gatos” que atuam na região da Amazônia. Seu trabalho é ludibriar trabalhadores necessitados com ofertas de emprego que na verdade são uma armadilha, pois, acabam tendo que trabalhar, em troca de comida, para sobreviver, e adquirem uma dívida impagável para com o enganador. Esse sistema de servidão contemporâneo demonstra o nível inescrupuloso dos criminosos.
Nesse sentido, é patente que tais pessoas pensam somente em seu benefício próprio. De acordo com a filósofa Hannah Arendt, a banalidade do mal se diferencia da crueldade pelo fato de esta ser praticada conscientemente, para satisfazer um desejo, enquanto aquela é não é um fim em si própria, mas visa um objetivo bem definido. Logo, quem escraviza, na atualidade, busca tão somente o lucro em detrimento do preço das vidas que trata de modo descartável.
Portanto, urge que sejam lançadas luzes sobre esse tema que ainda persiste na sociedade