O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/09/2020

No Brasil, a escravidão é um elemento que existe desde sua formação, por ser o tipo de mão de obra utilizada durante o período colonial. No entanto, apesar da revogação da lei em 1888 e do surgimento de leis trabalhistas na década de 1930, essa exploração ainda é evidente devido à desigualdade social e à fraca aplicação da lei e fiscalização.

O baixo de nível de educação de populações menos favorecidas impede que pessoas inseridas nessa realidade econômica adquiram trabalhos dignos. Sendo, o segundo trimestre de 2020 é finalizado com uma taxa de desemprego de 13,3%, quantidade recorde de desalentados e menor número de pessoas com carteira assinada da série histórica com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Além disso, a luta antiescravidão de hoje é prejudicada pelas atuais fiscalizações e irregularidades de baixo nível. Isso porque a maioria da população desconhece esse problema brasileiro, então o número de reclamações é muito pequena. Além da corrupção de fiscais por proprietários de grandes e médias empresas, o descumprimento da lei também é incentivado.

Portanto, é urgente tomar medidas que garantam o respeito aos direitos dos trabalhadores. Nesse sentido, segundo o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, a educação é o principal fator transformador da sociedade. Portanto, cabe à mídia promover ações educativas por meio de propagandas que incentivem as pessoas a reclamarem de trabalho escravo e de violações financeiras para que a população possa auxiliar nessa luta. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego deve trabalhar com grandes empresas para oferecer cursos técnicos gratuitos em áreas carentes, para qualificar a força de trabalho e garantir oportunidades para a população. Desta forma, a exploração do trabalho será minimizada.