O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/09/2020
Desde a chegada dos Portugueses no Brasil, em 1500, iniciou-se um processo de escravidão racial - de indígenas e africanos - que perdurou em média 300 anos, quando foi definitivamente abolido pela Lei Áurea. Infelizmente, ao contrário da utopia encontrada na constituição federal, a denominada escravidão moderna, relacionada às péssimas condições de trabalho enfrentada por milhares de indivíduos no Brasil, é bastante presente nos dias atuais. Portanto, evidencia-se que a exorbitante desigualdade de renda entre os brasileiros e a ineficiência legislativa, são fatores primordiais para a forte presença de trabalho escravo no país.
Ao ampliar tais enfoques, evidencia-se que a falta de oportunidade de bons empregos, em conjunto com a realidade miserável de grande parte da nação, acarreta no fortalecimento do trabalho escravo na época contamporanêa. De acordo com a fundação Walk Free, o Brasil possui 161,1 mil cidadãos em situação análoga à escravidão atualmente, vítimas dessa brutalidade muitas vezes por ser a melhor forma que encontraram para si mesmas de viver. Desse modo, nota-se como a desigualdade social indiretamente obriga pessoas a viverem semelhantes à própia mercadoria, a fim de buscarem o mínimo de sustento para não morrerem nas ruas, pois são marginalizadas pelo próprio governo e sociedade.
Além disso, é inegável a negligência do governo em relação a fiscalização das leis trabalhistas nas empresas, visto que grandes nomes da indústria brasileira estão vinculados à diversas acusações de trabalho escravo. Segundo o G1, a Brasil foods, Renner e Marisa já foram acusadas mais de uma vez por manterem seus trabalhadores em situações miseráveis nas fábricas, sendo obrigadas a pagar multas consideravelmente baixas para a gravidade da situação. Dessa maneira, a ineficácia legislativa promove a objetificação de humanos que, ao serem literalmente vendidos e comprados por preços variáveis, sobrevivem como objetos mesmo sem estarem conscientes de tal fato.
Em suma, medidas devem ser tomadas para haver a diminuição gradativa do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Assim, cabe ao Ministério da Educação proporcionar uma maior democratização do acesso aos cursos de capacitação de profissionais, com cursos gratuitos e com diploma para ampliar o conhecimento das formas Legais de trabalho aos mais necessitados, além de fornecer estudo para aumentar as aportunidades deles no mercado de trabalho. Simultaneamente, o Governo federal deve propiciar uma maior fiscalização às empresas - prinipalmente já vinculadas aos casos de escravidão moderna - com o intuito de amenizar o máximo possível de situações as quais pessoas deixam de ser elas, para se tornar apenas produtos.