O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/09/2020

No Brasil, a escravidão é um elemento que existe desde sua formação, por ser o tipo de mão de obra utilizada durante o período colonial. No entanto, apesar da promulgação da lei em 1888 e do surgimento de leis trabalhistas na década de 1930, essa exploração ainda é evidente devido à desigualdade social e à fraca aplicação da lei.

Em primeiro lugar, o baixo nível de escolaridade impede que pessoas com essa realidade econômica tenham empregos de qualidade; segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa nacional de desemprego chega a 11,8%. Como resultado, as atividades dessas pessoas eram mal remuneradas e a carga de trabalho muito grande para garantir o sustento de seus familiares. Da mesma forma, as crianças desses lares também são exploradas e privadas de acesso à educação, o que torna a situação um ciclo e dificulta a ascensão dessa classe na sociedade.

Além disso, a luta contra escravidão de hoje é dificultada pelas atuais inspeções de baixo nível e irregularidades. Isso porque a maioria da população desconhece esse problema brasileiro, então o número de reclamações é muito pequeno. Além da corrupção de fiscais por proprietários de grandes e médias empresas, o descumprimento da lei também é incentivado.

Portanto, é urgente tomar medidas para garantir o respeito pelos direitos dos trabalhadores. Nesse sentido, segundo o educador Paulo Freire, a educação é o principal fator transformador da sociedade. Portanto, cabe à mídia promover ações educativas por meio de propagandas que incentivem as pessoas a reclamarem de trabalho escravo e de violações financeiras para que a população possa auxiliar nessa luta. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego deve trabalhar com grandes empresas para oferecer cursos técnicos gratuitos em áreas carentes, para qualificar a força de trabalho e garantir oportunidades para a população. Desta forma, a exploração do trabalho será minimizada.